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Suno e Udio: criar música com IA é mesmo tão simples quanto parece?

Suno e Udio: criar música com IA é mesmo tão simples quanto parece?

Suno e Udio: criar música com IA é mesmo tão simples quanto parece?

Fernando Alves by Fernando Alves
Março 17, 2026
in Inteligência Artificial
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Resumir com o ChatGPT

Imagina escrever uma frase como «uma balada melancólica sobre Lisboa à chuva, com guitarra portuguesa e voz feminina» e receber, segundos depois, uma música completa, com letra, melodia e produção. É exactamente isto que o Suno e o Udio prometem — e, na maior parte das vezes, cumprem.

Estas duas plataformas de geração musical por inteligência artificial tornaram-se, nos últimos meses, nos nomes mais falados do sector. Mas será que a criatividade humana está mesmo a ser substituída? Ou estamos apenas perante uma ferramenta muito sofisticada com limitações que nem sempre são óbvias à primeira vista?

O que são o Suno e o Udio, afinal?

O Suno foi lançado em 2023 pela startup homónima, sediada em Cambridge, Massachusetts, e rapidamente ganhou tração ao permitir a qualquer utilizador gerar faixas musicais completas a partir de simples descrições textuais. A versão gratuita oferece um número limitado de créditos diários, enquanto os planos pagos desbloqueiam mais funcionalidades e uso comercial.

O Udio, por sua vez, surgiu em 2024 como um concorrente direto, fundado por ex-investigadores do Google DeepMind. A sua diferenciação passa por uma maior fidelidade sonora e um controlo mais granular sobre os elementos musicais — tempo, tonalidade, estrutura.

Ambas as ferramentas utilizam modelos de aprendizagem profunda treinados em enormes bibliotecas de música existente, o que levanta, desde logo, questões que vão muito além da usabilidade.

Na prática: o que conseguem (e o que falham)

Testámos ambas as plataformas com vários prompts em português, incluindo referências culturais nacionais. O Suno gerou, com relativa facilidade, faixas no estilo do fado moderno, pop portuguesa dos anos 90 e até algo próximo do pimba — o que, convenhamos, não é necessariamente um elogio.

O Udio mostrou-se mais rigoroso na qualidade sonora, com produções que soam mais «profissionais», mas por vezes peca por criar letras em inglês mesmo quando o prompt está em português, o que é uma limitação relevante para o utilizador lusófono.

As falhas mais comuns em ambas as plataformas incluem:

  • Letras com erros gramaticais ou semanticamente incoerentes em línguas que não o inglês
  • Estruturas musicais repetitivas após os primeiros 30 segundos
  • Dificuldade em manter um «fio condutor» narrativo ao longo de toda a música
  • Vozes artificiais que, em certos géneros, soam claramente sintéticas

Ainda assim, para prototipagem rápida, criação de jingles, trilhas sonoras para vídeos ou simplesmente exploração criativa, o resultado é frequentemente surpreendente.

O elefante na sala: os direitos de autor

Nenhum artigo sobre o Suno ou o Udio estaria completo sem abordar a questão legal que paira sobre todo o sector. Em Junho de 2024, a Recording Industry Association of America (RIAA) apresentou queixas contra ambas as empresas, alegando que os seus modelos foram treinados com música protegida por direitos de autor sem autorização.

Este processo é central para o debate em torno da IA generativa na música. Se os modelos foram alimentados com trabalhos de artistas reais sem compensação, quem lucra com o produto final? E quando um utilizador português usa o Suno para criar uma música comercial, quem detém os direitos dessa obra?

A resposta, por enquanto, é incerta. O Suno afirma que as músicas geradas pelos utilizadores são propriedade destes (nos planos pagos), mas os litígios em curso podem alterar radicalmente este panorama nos próximos meses.

O impacto no sector musical português

Em Portugal, o impacto ainda é pouco visível no mainstream, mas começa a sentir-se em nichos como a publicidade, o marketing de conteúdos e os criadores de vídeo no YouTube e TikTok. Pequenas agências de comunicação já utilizam estas ferramentas para produzir músicas de fundo sem recorrer a bancos de sons pagos.

Para músicos independentes, o cenário é mais ambivalente. Por um lado, estas ferramentas podem democratizar a produção musical — um compositor sem meios para contratar um estúdio pode agora dar forma às suas ideias de forma mais acessível. Por outro, representam uma concorrência direta para profissionais de produção musical, composição e até para cantores de sessão.

A Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) ainda não se pronunciou formalmente sobre o uso destas plataformas, mas o tema deverá entrar na agenda regulatória europeia em breve, no contexto da aplicação do AI Act da União Europeia.

Ferramenta ou substituto?

A questão mais pertinente não é se o Suno e o Udio fazem música boa — fazem, com ressalvas. A questão é o que fazemos com isso.

Estas plataformas são extraordinariamente úteis como ferramentas de apoio à criatividade, especialmente para quem não tem formação musical. Mas apresentam como substitutos do talento humano, da expressão artística genuína ou da conexão emocional que a melhor música transmite? Ainda não.

A IA consegue imitar padrões, replicar estilos e gerar conteúdo competente. Mas a música que nos move, que conta histórias reais, que nasce da experiência humana — essa continua a ser insubstituível, pelo menos por agora.

O maior risco não é a IA substituir os músicos. É normalizarmos um ecossistema onde a música se torna descartável, produzida em massa e sem alma — e acharmos que isso é progresso.

Tags: músicasunoudio
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Fernando Alves

Fernando Alves

Especialista em inteligência artificial e editor do theinsider.pt. Licenciado em Biologia, passei os últimos anos a trabalhar diretamente no treino de modelos de linguagem de grande dimensão (LLMs) para plataformas internacionais como a DataAnnotation.tech e a Outlier.ai, avaliando e refinando respostas em raciocínio, argumentação e produção de texto. É a partir dessa experiência prática - de quem trabalhou por dentro dos modelos - que abordo a IA e a tecnologia neste site.

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