Esperar uma hora ou mais para ter o telemóvel carregado é cada vez mais desnecessário.
A tecnologia de carregamento rápido evoluiu a um ritmo que deixou para trás muitos dos preconceitos que existiam sobre segurança e saúde da bateria.
Hoje, há smartphones que passam de zero a cem por cento em menos de meia hora, e outros que chegam a percentagens úteis em apenas dez minutos.
O problema é que esta realidade não chega a todos os modelos da mesma forma, e marcas como a Apple, a Samsung e a Google continuam muito atrás das líderes neste campo específico.
Este artigo ajuda-te a perceber onde cada modelo se posiciona e qual faz sentido para o teu ritmo de vida, apresentando smartphones que carregam em menos de 1 hora..
Por que razão a velocidade de carregamento importa mais do que parece
A maioria das pessoas carrega o telemóvel durante a noite, o que torna a velocidade irrelevante nesse contexto.
Mas o carregamento rápido ganha importância precisamente nos momentos de pressão: antes de sair de casa, entre reuniões, ou quando o telemóvel chega ao fim do dia mais cedo do que o esperado.
Muitas vezes o que os utilizadores precisam não é de uma carga completa, mas de um volume suficiente de energia em poucos minutos para continuar o dia sem ansiedade.
É aqui que a diferença entre 45W e 120W se torna concreta e significativa.
Motorola Edge 50 Ultra: o mais rápido a chegar aos 100%
O Motorola Edge 50 Ultra usa um carregador de 125W e uma bateria de 4.500 mAh para completar uma carga total em apenas 18 minutos, o que o torna o smartphone mais rápido neste aspeto entre os modelos disponíveis no mercado europeu.
A Motorola tem ainda a vantagem de incluir o carregador na caixa, algo que se está a tornar raro entre os fabricantes.
A contrapartida é a capacidade de bateria mais pequena, que pode não satisfazer quem usa o telemóvel de forma intensiva durante dois dias seguidos.
OnePlus 15: a melhor combinação de velocidade e autonomia
O OnePlus 15 representa o equilíbrio mais interessante do mercado. Com carregamento a 120W e uma bateria de silício-carbono de 7.300 mAh, completa uma carga total em cerca de 41 minutos, ao mesmo tempo que entrega autonomia suficiente para uso moderado ao longo de dois dias completos.
Para quem não quer escolher entre velocidade de carregamento e autonomia, este é o modelo mais convincente disponível atualmente.
Xiaomi 17 Pro Max: 39 minutos para uma bateria de 7.500 mAh
O Xiaomi 17 Pro Max completa a carga total em 39 minutos com o adaptador HyperCharge de 100W incluído na caixa, atingindo 82% aos trinta minutos, o que é um resultado excecional para uma bateria desta capacidade.
É um dos poucos modelos que combina bateria grande com tempo de carga abaixo dos 40 minutos, tornando a espera praticamente irrelevante no contexto do uso diário.
Realme GT 7 Pro: 50% em 13 minutos
O Realme GT 7 Pro equipa carregamento a 120W e atinge 50% de carga em apenas 13 minutos, completando a carga total em 30 minutos, com uma bateria de 6.500 mAh na versão global.
É uma proposta particularmente atrativa para quem quer velocidade de topo a um preço abaixo dos grandes rivais do segmento flagship.
Samsung, Apple e Google: ainda muito atrás
A comparação com as marcas mais populares é reveladora.
O Galaxy S26 Ultra suporta agora 60W de carregamento por cabo, atingindo 78% aos trinta minutos e completando a carga em 49 minutos, uma melhoria significativa face às gerações anteriores mas ainda distante dos líderes do segmento.
Do lado da Apple, o iPhone 17 e o iPhone 17 Pro atingem 67% aos trinta minutos, aproximando-se da classe dos 45W da Samsung, mas ainda muito abaixo dos sistemas proprietários da OnePlus ou da Motorola.
O Google Pixel 10 Pro XL é o mais lento dos três, com carregamento a 45W que demora mais de uma hora e quinze minutos para completar uma carga total.
O que explica esta diferença
A razão é simples: Apple, Samsung e Google optam por sistemas de carregamento universais e compatíveis com padrões abertos, o que limita a potência máxima.
Os fabricantes chineses usam protocolos proprietários, como o SuperVOOC da OnePlus ou o HyperCharge da Xiaomi, que permitem potências muito mais elevadas com gestão térmica avançada.
Os sistemas proprietários como o VOOC da OPPO podem atingir 240W, enquanto o USB Power Delivery, o padrão universal, está limitado a pouco mais de 100W em implementações práticas para smartphones.
A desvantagem é a dependência de carregadores específicos para atingir as velocidades máximas.
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